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02/08 | 11:15 GMT

©AFP / Kirill Kudryavtsev
Funcionários do ministério de Emergências da Rússia fornece comida e bebida a pessoas sem-teto em Moscou.
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Uma grande variedade de temas
Violência aumenta na Síria depois de Assad ter se comprometido com paz
02/08 | 20:45 GMT

©AFP / -
As forças sírias realizaram um ataque implacável a um protesto na cidade de Homs nesta quarta-feira, matando 50 civis, horas depois de o presidente Bashar al-Assad ter dito que estava comprometido com o fim do derramamento de sangue.

©AFP / -
Imagens do You Tube mostram um ataque à cidade de Homs
DAMASCO (AFP) - As forças sírias realizaram um ataque implacável a um protesto na cidade de Homs nesta quarta-feira, matando 50 civis, horas depois de o presidente Bashar al-Assad ter dito que estava comprometido com o fim do derramamento de sangue.
Ataques de artilharia, morteiros e granadas foram lançados ao amanhecer e continuaram ao longo do dia. A televisão estatal disse que um carro-bomba explodiu no centro da cidade, matando e ferindo civis e oficiais.
A explosão atingiu os arredores de Bayada, indicou a emissora, culpando "grupos terroristas armados". Se a informação for confirmada, será o primeiro ataque desse tipo em Homs.
Isso ocorreu assim que o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, insistiu que qualquer intervenção externa para pôr fim à violência seria semelhante a se comportar "como um elefante em uma loja de porcelanas, sem a devida cautela".
França e Inglaterra repudiaram os esforços de Moscou para acabar com quase 11 meses de violência na Síria e colocaram em dúvida a declaração de que Assad estaria "inteiramente comprometido" em solucionar a crise.
Rami Abdel Rahman, chefe do Observatório dos Direitos Humanos da Síria, disse que pelo menos 69 pessoas foram mortas no país nesta quarta-feira, incluindo 50 somente em Homs.
Entre os mortos na cidade sitiada, estavam três família inteiras mortas durante a noite pelos apoiadores do regime armado "shabiha", contou ele. Entre os mortos havia pelo menos três crianças de cinco, sete e quinze anos.
O bombardeio mais intenso foi em Baba Amr, onde pelo menos 23 edifícios foram completamente destruídos, incluindo uma cada atingida por uma míssil que matou uma menina, segundo Abdel Rahman.

©AFP / -
Imagens do You Tube mostram pessoas mortas após uma ofensiva do Exército em Rastan, Homs
Ativistas em Homs disseram que o bombardeio generalizado era claramente uma forma de abrir caminho para um ataque terrestre à terceira cidade síria.
"Desde o amanhecer, o bombardeio tem sido intenso e estão usando mísseis e morteiros", Omar Shaker, por um telefone via satélite de Beirute, relatou à AFP.
"Eles destruíram toda a infraestrutura, encanamento de água e postes elétricos. A situação está precária e falta comida."
"Estamos tentando montar um hospital de campanha, mas não temos equipamento hospitalar."
Ali Hazouri, um médico em Baba Amr, que o hospital de campanha foi atingido e diversos médicos foram feridos, alguns em estado crítico.
"Um socorrista da Cruz Vermelha teve as duas pernas arrancadas no bombardeio", disse ele.
Enquanto as forças do regime apertaram suas ações, cortando energia, comunicação e suprimentos, a mídia estatal reportou que "terroristas atacaram a refinaria de petróleo de Homs.
As autoridades culpam frequentemente "terroristas" pelos ataques à infraestrutura, enquanto opositores acusam o regime de atacá-los como forma de punir os centros de resistência.
©AFP
Bebês morrem em bombardeio na Síria
O Observatório reportou a morte de 400 civis desde a última ofensiva em Homs, cidade com 1,6 milhão de habitantes, lançada na madrugada de sexta-feira.
Relatou ainda um ataque similar em Zabadani, uma cidade rebelde perto de Damasco que foi alvo por sete dias consecutivos. O último bombardeio matou três pessoas.
No sul da Síria, tropas usaram artilharia pesada depois de um oficial e 17 soldados desertarem na província de Dara, berço do levante contra regime ditatorial de 11 anos de Assad.
Grupos de Direitos Humanos calculam que mais de 6 mil pessoas tenham morrido em quase em ano de revoltas no país, enquanto o regime de Assad busca apagar a revolução que começou em março com protestos pacíficos em meio à Primavera Árabe.
Esforços árabes e orientais para dar fim à violência foram de encontro à resistência da Rússia, cujo Ministro de afirmou que, após o encontro com Assad, o líder sírio estaria "inteiramente comprometido" em acabar com o derramamento de sangue.
Sergei Lavrov se recusou a dizer se Moscou pediu a Assad que renunciasse durante as negociações em Damasco na terça-feira.
"Qualquer decisão diálogo deve ser resultado de um acordo entre os próprios sírios e deve ser aceito pelos mesmos," disse.

©AFP / Nf
Gráfico com o panorama da situação.
Putin deu uma declaração semelhante.
"É claro que condenamos a violência de qualquer lado que venha, mas não nos comportamos com afobação. Devemos permitir que as pessoas decidam seu próprio destino de maneira independente."
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse ter "muito pouca confiança" nos esforços russos, enquanto o Ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppe, afirmou que as promessas de Assad eram mera manipulação e não deviam ser acreditadas.
A Rússia, que junto com a China vetou a resolução da ONU condenando o ataque do fim-de-semana, tem ficado firmemente ao lado de seu último aliado na região, um importante comprador de equipamento militar que abriga uma base naval russa estratégica.
O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev reforçou "a necessidade de continuar --inclusive no Conselho de Segurança da ONU-- uma tentativa de coordenar uma aproximação para auxiliar os sírios a eles mesmos solucionarem a crise.
Ele fez os comentários em uma ligação ao Primeiro Ministro turco, que disse planejar uma conferência internacional de players regionais e poderes mundiais para resolverem a crise "o mais rápido o possível."
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos Navi Pillay disse que a falha da resolução do Conselho de Segurança "parece ter alimentado a prontidão do governo sírio para massacrar seu próprio povo em uma tentativa de esmagar qualquer dissidência,"clamando por ação internacional.
A Anistia Internacional somou sua voz às forças orientais pedindo que a Rússia use sua influência na Síria para deter os militares sírios em Homs e garantir que parem de usar artilharia pesada em áreas residenciais.

Mundo
Violência aumenta na Síria depois de Assad ter se comprometido com ...Brasil, motor do crescimento mundial da agricultura transgênica
02/08 | 21:45 GMT

©AFP/Arquivo / Monalisa Lins
O Brasil foi, em 2011, o motor da expansão mundial do cultivo de transgênicos e pode desbancar nos próximos anos os Estados Unidos como primeiro produtor do planeta, informou a ISAAA, ONG especializada em biotecnologia para a agricultura.

©AFP/Arquivo / Monalisa Lins
Fazendeiro trabalha em sua fazenda de soja transgênica em Mato Grosso do Sul, em outubro de 2004
SÃO PAULO (AFP) - O Brasil foi, em 2011, o motor da expansão mundial do cultivo de transgênicos e pode desbancar nos próximos anos os Estados Unidos como primeiro produtor do planeta, informou a ISAAA, ONG especializada em biotecnologia para a agricultura.
Os Estados Unidos lideram a produção agrícola de OGM (organismos geneticamente modificados), com 69 milhões de hectares plantados em 2011, seguido de Brasil, com 30,3 milhões, Argentina, com 23,7 milhões e Índia, com 10,6 milhões, segundo dados do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agrícolas em Biotecnologia (ISAAA).
A organização informou que o Brasil foi, no ano passado, o motor do crescimento das plantações transgênicas, com expansão de 20% sobre 2010, o que representou 4,9 milhões de hectares a mais destes plantios.
No mundo, o cultivo de transgênicos atingiu 160 milhões de hectares em 2011, com aumento de 8%. Em 1996, foram apenas 1,7 milhão de hectares.
Embora os Estados Unidos ainda esteja à frente do resto, o "Brasil está reduzindo esta brecha muito rapidamente", disse Clive James, presidente desta associação, em teleconferência celebrada na terça-feira, das Filipinas.
"O Brasil precisará de um tempo (para alcançar os Estados Unidos), mas acho que a vontade política está aí e que o objetivo de aumentar a produtividade através da biotecnologia, tanto para seu mercado interno quanto para suas exportações, especialmente para a China", seu primeiro parceiro comercial, disse.
Segundo ele, o Brasil está aportando novos plantios transgênicos, por exemplo de cana-de-açúcar.
Estes tipos de cultivos geneticamente modificado resistem melhor a secas, frio, doenças e agrotóxicos, além de teren maior produtividade. Também podem ser usados para aumentar o conteúdo nutricional de alimentos e seus defensores os consideram chave para o desafio de alimentar a população mundial, que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050.
Mas seus críticos afirmam que não se conhecem seus efeitos a longo prazo, advertem para o monopólio da produção de sementes por algumas multinacionais e consideram que podem ameaçar o meio ambiente.
A União Europeia proíbe a entrada em seu território de qualquer carregamento de cereais, plantas ou vegetais geneticamente modificados ou que apresente traços de OGM.
A ISAAA é uma organização sem fins lucrativos que compartilha conhecimentos e avanços sobre biotecnologia agrícola com camponeses em países em desenvolvimento, através de acordos públicos e privados.

América Latina
Brasil, motor do crescimento mundial da agricultura ...Costa do Marfim derrota Mali por 1-0 e jogará final contra Zâmbia
02/08 | 21:15 GMT

©AFP / Franck Fife
A Costa do Marfim classificou-se para a final da Copa da África de Nações (CAN) de futebol 2012 ao derrotar por 1 a 0 o Mali nas semifinais com um gol de Gervinho, nesta quarta-feira em Libreville, e jogará a final no domingo contra a seleção de Zâmbia.

©AFP / Franck Fife
Capitão da seleção de Costa do Marfim, Didier Drogba (E) em dividida com capitão do Mali, Cedric Kante
LIBREVILLE, Gabão (AFP) - A Costa do Marfim classificou-se para a final da Copa da África de Nações (CAN) de futebol 2012 ao derrotar por 1 a 0 o Mali nas semifinais com um gol de Gervinho, nesta quarta-feira em Libreville, e jogará a final no domingo contra a seleção de Zâmbia.
Os marfinenses, grandes favoritos junto da eliminada Gana, buscam seu segundo título continental após o conseguido na edição de 1992 do torneio.
No domingo, em Libreville às 19H00 GMT (16h00 de Brasília), disputam Costa do Marfim e Zâmbia, enquanto Gana e Mali disputarão no sábado em Malabo no mesmo horário a partida pelo terceiro lugar na CAN.



