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Vaticano alarmado com dimensões do problema da pedofilia na Ásia
02/05 | 16:18 GMT

©AFP / Andreas Solaro
As igrejas católicas da Ásia estão atrasadas na luta contra a pedofilia devido a profundas diferenças culturais, um problema que é "muito acentuado" neste continente, disse à imprensa o monsenhor Charles Scicluna, encarregado do assunto, na véspera de uma conferência internacional organizada pelo Vaticano sobre o combate a essa perversão.

©AFP / Andreas Solaro
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, fala com a imprensa sobre a conferência contra a pedofilia
CIDADE DO VATICANO, Santa Sé (AFP) - As igrejas católicas da Ásia estão atrasadas na luta contra a pedofilia devido a profundas diferenças culturais, um problema que é "muito acentuado" neste continente, disse à imprensa o monsenhor Charles Scicluna, encarregado do assunto, na véspera de uma conferência internacional organizada pelo Vaticano sobre o combate a essa perversão.
"Conscientização" é a palavra-chave da conferência, explicou Monsenhor Scicluna, há mais de dez anos "promotor de Justiça" do Papa para esse dossiê.
"Nestas igrejas, hoje em dia, há maior consciência sobre a existência de abusos e sobre o fato de que é preciso fazer mais", disse.
Monsenhor Scicluna foi em novembro a Bangcoc para tratar do assunto com os bispos da Ásia, como parte da preparação da conferência que será realizada a partir desta segunda a quinta-feira na universidade dos jesuítas em Roma, a Gregoriana, preparada há dois anos e incentivada por Bento XVI, que vai dirigir mensagem aos particiantes.
Além da Cúria, estarão presentes a Congregação para a Doutrina da Fé, que recebeu milhares de queixas sobre abusos do clero.
Em maio passado, todos os bispos receberam um ano de prazo para pôr seus dispositivos de luta contra a pedofilia em conformidade com os requisitos de Roma e para colaborar com os juízes civis de seus países.
Segundo Monsenhor Scicluna, "em algumas culturas é difícil para as vítimas denunciar. Devemos agir para mudar essa cultura que incentiva o silêncio, ao invés da denúncia".
A realização dessa conferência é "um sinal decisivo de que há muitas forças que querem trabalhar juntas" na Igreja para tratar deste problema, afirmou o sacerdote alemão Hans Zollner, ele próprio psicólogo, que presidirá o encontro.
Voltados para o futuro, os participantes, entre eles muitos especialistas, vão debater a questão: "Em direção à cura e à renovação", visando a garantir a "proteção de crianças e adultos vulneráveis".
A ausência de um "pedido de perdão" por parte de alguns dirigentes da Igreja que protegeram pedófilos foi destacado pela vítima convidada para a conferência, a irlandesa Marie Collins.
Em termos atuais, "quais são as consequências para os dirigentes da igreja que podem fugir às normas exigidas?, disse ela.
Violentada por um padre quando era criança, Marie Collins desempenhou um papel importante na denúncia de centenas de abusos sexuais praticados por membros do clero irlandês, muitas vezes protegidos por sua hierarquia.
Dirigentes da Igreja, em nome de diversos grupos, "vão pedir perdão" na terça-feira pelos abusos e as negligências culpáveis, durante uma vigília penitencial organizada numa igreja de Roma.
Monsenhor Scicluna, declarando compreender "a grande ira" das associações das vítimas que vêm no colóquio uma cômoda operação de relações públicas, pede "mais reconhecimento para o fato de que a igreja compreendeu que deve dar uma resposta adequada" e que a liderança de Bento XVI "é um exemplo para todos".
O bispo Chito Tagle, novo arcebispo de Manila, deve falar no simpósio em Roma, enumerando os desafios específicos da Ásia.
Em comunicado publicado antes da conferência, este religioso advertiu que seu discurso mostrará que "os abusos sexuais dentro e fora da Igreja são uma realidade global, não concentrada na Europa e nos Estados Unidos."
"Os valores culturais que promovem maior transparência e cooperação" devem ser estimulados por uma "Igreja universal encarregada de proteger os mais vulneráveis", disse.
O sacerdote e psicoterapeuta alemão Hans Zollner, assinalou as dificuldades que tem a Igreja Católica de aplicar, em nível mundial, as soluções colocadas em prática no Ocidente para proteger melhor as crianças.
"A pergunta é: como compartilhar o que aprendemos com outros continentes que não prestam a mínima atenção à proteção da infância?", insistiu.
Considerou que deve ser superado com urgência esse fosso, na transmissão da mensagem de luta contra esse flagelo.
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Síria: a violência fez 56 mortos neste domingo (OSDH)
02/05 | 19:49 GMT

©AFP / Bulent Kilic
Cinquenta e seis pessoas morreram neste domingo, vítimas da violência na Síria, a metade delas constituída por civis, anunciou o Observatório sírios dos Direitos Humanos (OSDH).

©AFP / Bulent Kilic
Vigília de protesto em frente ao consulado da Síria em Istambul
NICÓSIA, Chipre (AFP) - Cinquenta e seis pessoas morreram neste domingo, vítimas da violência na Síria, a metade delas constituída por civis, anunciou o Observatório sírios dos Direitos Humanos (OSDH), em comunicado.
Vinte e oito civis foram vítimas da violência: 23 na região de Homs (centro), dois em Daraya (subúrbio de Damasco) e três na região de Idleb (noroeste). Ao mesmo tempo, 28 soldados do exército regular morreram: 14 na região de Idleb, 7 em Houla (região de Homs), 3 em Zabadani (perto de Damasco) e 4 em Deraa (sul), segundo o OSDH, com sede em Londres.
De acordo com a informação, cinco crianças estão entre as vítimas.
Ao mesmo tempo, o veto sino-russo na ONU contra uma resolução condenando a repressão na Síria provocou, neste domingo, indignação no mundo árabe, no Ocidente e entre a oposição, enquanto a violência no país não dá qualquer sinal de arrefecimento.
Após o fracasso dos esforços diplomáticos nas Nações Unidas, os Estados Unidos anunciaram a vontade de reforçar as sanções contra Damasco, para fazer secar as fontes de financiamento e as entregas de armas ao regime do presidente Bashar al-Assad.

Mundo
Síria: a violência fez 56 mortos neste domingo ...Menina de 9 anos supera com êxito raro transplante de seis órgãos
02/05 | 15:45 GMT

©AFP / Karolinska University Hospital
Uma menina de nove anos foi submetida com êxito há alguns dias em Boston a um extraordinário transplante de seis órgãos, que incluiu um raro transplante de esôfago, anunciou o Hospital Infantil da cidade americana.

©AFP / Karolinska University Hospital
Alannah Shevenell tinha desde 2008 um raro e agressivo tumor
NOVA YORK (AFP) - Uma menina de nove anos foi submetida com êxito há alguns dias em Boston a um extraordinário transplante de seis órgãos, que incluiu um raro transplante de esôfago, anunciou o Hospital Infantil da cidade americana.
A pequena Alannah Shevenell tinha desde 2008 um raro e agressivo tumor que se expandiu para o estômago, fígado, pâncreas, esôfago, intestino delgado e baço, até não deixar outra opção, exceto um transplante múltiplo, que aconteceu na terça-feira passada.
"Quando todos os outros tratamentos falharam, o diretor do Centro de Transplante Pediátrico (PTC) do Hospital Infantil sugeriu um transplante múltiplo de órgãos que removeria o tumor e substituiria os seis órgãos afetados por sua presença", afirma um comunicado publicado no site do hospital.
"Sob o comando do cirurgião e diretor do PTC, Heung Bae Kim, cirurgiões do PTC executaram uma intervenção cirúrgica de 14 horas. Uma vez que o tumor de Alannah foi extirpado com êxito, os médicos pegaram os órgãos do doador, que vieram de apenas uma pessoa e foram mantidos juntos, e os transplantaram para a menina", completa o texto.
"O caso da pequena Alannah tornou o PTC do Hospital Infantil de Boston o primeiro centro da Nova Inglaterra a ter transplantado com sucesso seis órgãos em apenas uma intervenção", disse o centro médico.
"Não havia maneira de retirar o tumor sem retirar os órgãos, porque se retirássemos o tumor, os órgãos não receberiam sangue e morreriam", afirmou Bae Kim ao jornal Boston Globe.
"Cada transplante é um desafio. Mas este foi um pouco maior pelo esôfago", completou Kim, ressaltando ainda as "dificuldades para encontrar os órgãos, que deveriam ser do mesmo tamanho e tipo sanguíneo da criança".
A oportunidade surgiu quando a família de um menino recentemente falecido ofereceu a doação dos órgãos para que Alannah tivesse uma segunda chance.
"Como Alannah mostrou, o transplante múltiplo de seis órgãos é possível", destacou o Hospital Infantil de Boston.
A menina retornou para casa no Maine na quarta-feira, depois de passar mais de três meses internada recebendo tratamentos infrutíferos e a operação de transplante final.
Alannah, que mora com os avós em Hollis, uma localidade de 4.500 habitantes no Maine, não terá nenhuma restrição real em termos de atividade, segundo Kim.
No momento, ela toma nove medicamentos diários e é submetida a exames contínuos para controlar os níveis de açúcar. Um tutor trabalha 20 horas por semana na casa da menina para que possa dar continuidade aos estudos.
O sistema imunológico de Alannah é tão frágil que ela não pode ficar em locais com muitas pessoas, como escolas, igrejas ou centros comerciais. Também não pode comer vegetais crus ou frutas, exceto aquelas com casca ou pele muito fina, pelo risco de germes.

Ciência e Tecnologia
Menina de 9 anos supera com êxito raro transplante de seis ...Wen Jiabao afirma que estabilidade na Europa interessa à China
02/05 | 18:17 GMT

©AFP/Archives / Peter Parks
A China tem interesse numa Europa estável, considerou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

©AFP/Archives / Peter Parks
Turistas no bairro financeiro de Xangai
PEQUIM (AFP) - A China tem interesse numa Europa estável, considerou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, em declarações publicadas neste domingo, ao final de uma visita a Pequim da chanceler alemã, Angela Merkel.
"A Europa é o primeiro mercado para nossas exportações", declarou Wen neste sábado em Guangzhou (sul), acrescentando que o continente europeu também é a principal fonte de tecnologia para a China.
"Ajudar a estabilizar este mercado, é um pouco como que ajudar a nós mesmos (...) precisamos de estabilidade nas nossas políticas de importação e exportação", acrescentou.
Durante a visita de Angela Merkel, destinada a reforçar a confiança da China na Europa, Wen Jiabao havia destacado a "urgência para a Europa de solucionar a crise da dívida e informou que Pequim pretendia "aumentar a participação" nos fundos de socorro europeus.
A crise na Europa acarretou a degradação, pelas agências de classificação de riscos, das notas de inúmeros países e deixou a Grécia à beira da quebra.
Wen apelou a comunidade internacional a trabalhar pela região, que representa o primeiro mercado de exportação para a China.
"A China procura, através do Fundo Monetário Internacional, participar da resolução do problema da dívida europeia, via FESF e MES", acrescentou Wen, em referência ao Fundo europeu de Estabilidade Financeira (FESF) e ao Mecanismo europeu de Estabilidade (MES), o fundo permanente que vai suceder ao anterior e que deve ser colocado em prática no mês de julho.
O país, a segunda economia mundial, preocupa-se com as consequências da crise na UE e exorta regularmente os dirigentes europeus a encontrar uma solução para o impasse.



