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Queima do Alcorão: o show de uma igreja que atraiu a atenção do mundo
09/10 | 17:12 GMT

©AFP / Ben Stansall
porta da igreja "Dove World" anda cercada de jornalistas, mas ninguém que não seja um de seus 50 membros pode entrar: seu pastor atraiu as atenções mundiais depois de anunciar que queimaria 200 exemplares do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, no nono aniversário dos atentados do 11/9.

©AFP / Ben Stansall
Igreja consegue holofotes
GAINESVILLE (AFP) - A porta da igreja "Dove World" anda cercada de jornalistas, mas ninguém que não seja um de seus 50 membros pode entrar: seu pastor atraiu as atenções mundiais depois de anunciar que queimaria 200 exemplares do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, no nono aniversário dos atentados do 11/9, e as redes de televisão do mundo inteiro montam guarda no local.
Todos estão à espera da decisão do pastor Terry Jones, idealizador do projeto, querendo saber se ele vai ou não adiante com a ideia da fogueira de livros santos do islã, religião considerada "demoníaca" por seus seguidores.
Nesta sexta-feira, o religioso disse ter decidido suspender o ato público - sem, no entanto, soar definitivo: "Neste momento não temos planos de fazê-lo", afirmou, em entrevista à ABC News.
"Não estamos fazendo isso em busca de publicidade", destacou por sua vez o pastor Luke Jones, 29 anos, filho do reverendo Terry.
Com uma pistola na cintura e uma tatuagem da bandeira americana no punho e antebraço, Luke Jones defende a iniciativa do pai, mas pondera que desistir dela foi a melhor opção.
"Não sei se vamos conseguir mais membros por ter feito o que fizemos, mas acho que foi uma boa ideia porque todos estão contentes", estimou.
Também com uma pistola na cintura, Stephanie, membro da igreja, caminha em frente à igreja e responde e-mails no celular. Ela é casada com Wayne Sapp, segundo pastor da Dove World, que tem mantido contato com a imprensa em nome da igreja nos últimos dias.
"Recebemos 30.000 e-mails nos últimos dois dias", contou à AFP David Ingram, que trabalha como administrador do templo. "As mensagens são de apoio, mas também vagas ameaças".
"E o telefone não para de tocar com pessoas querendo entrevistas com o pastor Jones".
Fundada em 1986 em Gainesville, a igreja Dove World Outreach Center segue uma linha ultraconservadora, denunciando o aborto e a homossexualidade e acusando o islã de querer dominar o mundo.
Atravessando a rua, um grupo de moradores observa e se queixa, impotente, do circo midiático armado em torno da pequena igreja. Alguns protestam com cartazes.
"Terry Jones, você é o demônio. Não vá para Nova York, vá para o inferno", diz um cartaz carregado por Maria Mamatsios, que vive a duas quadras da Dove World.
"Gainesville é um bom lugar, respeitamos as pessoas nossos vizinhos muçulmanos. Não sabemos quem é esse Terry Jones, nem de onde ele saiu", disse Mamatsios, de 60 anos, visivelmente revoltada com a confusão criada pelo pastor.
O plano de Jones, de atear fogo a 200 exemplares do Alcorão em pleno 11 de setembro, gerou uma onda mundial de protestos, incluindo as do presidente americano, Baracak Obama, e do papa bento XVI. Países como Índia e Indonésia não só condenaram a ideia como também exortaram o governo americano a impedir que o pastor a realizasse.
No Afeganistão, milhares de pessoas se manifestaram nas ruas de um povoado perto de Cabul, protestando contra os cristãos e os Estados Unidos.
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Alguns exemplos
Os acusados do 11/9 continuam perdidos num vazio judicial
09/10 | 17:10 GMT

©AFP / Ho
Quase dois anos depois da eleição do presidente americano Barack Obama, os cinco homens acusados de terem organizado os atentados de 11 de setembro, há nove anos, entre eles Khalid Sheikh Mohammed, estão mergulhados em um vazio judicial do qual não poderão sair em muito tempo.

©AFP / Ho
Khalid Sheikh Mohammed
WASHINGTON (AFP) - Quase dois anos depois da eleição do presidente americano Barack Obama, os cinco homens acusados de terem organizado os atentados de 11 de setembro, há nove anos, estão mergulhados em um vazio judicial do qual não poderão sair em muito tempo.
O Tribunal Militar de Exceção, em Guantánamo, ou o Tribunal Federal, nos Estados Unidos: o dilema segue em ponto morto há seis meses para o governo de Obama, que, no entanto, havia anunciado um julgamento em um tribunal de direito comum em pleno coração de Nova York.
"O estudo (das opções) continua", disse à AFP um alto funcionário do governo americano.
"Sejamos realistas, nada acontecerá antes das eleições" legislativas de 2 de novembro, quando o Partido Democrata deverá perder algumas cadeiras, disse à AFP Andrea Prasow, especialista em terrorismo da organização de defesa dos Direitos Humanos Human Rights Watch.
Até o momento, os cinco homens, entre eles Khalid Sheik Muhamad, autoproclamado mentor dos atentados e que permanece detido há oito anos, não foram colocados sob uma jurisdição.
Para que pudessem comparecer ante um tribunal de Nova York, como o governo Obama tinha anunciado com grande pompa em novembro de 2009, os procuradores militares retiraram as acusações contra eles nos tribunais militares de exceção de Guantánamo.
Mas, de concreto, os cinco acusados "estão detidos como os demais, em Guantánamo, (Cuba), como prisioneiros de guerra, combatentes inimigos ilegais", disse Suzanne Lachelier, advogada militar que defende um dos acusados, Ramzi ben al-Shaiba.
"Os procuradores militares continuam preparando seu caso, mas nós não podemos fazer nada porque não temos orçamento", acrescentou Lachelier, lembrando que tanto ela como seus colegas, no entanto, mantêm o direito de se reunir com seus clientes.
Pressionada pelos conservadores, a Casa Branca poderá voltar atrás e decidir por fim organizar este longo e esperado julgamento ante uma jurisdição de exceção, neste caso, provavelmente na base militar americana em Guantánamo.
Da mesma forma, o saudita Abd al-Rahim al-Nashiri, principal suspeito do atentado contra o navio americano Cole em 2000, não foi levado a jurisdição alguma.
Em fevereiro de 2009, o Pentágono suspendeu as acusações contra al-Nashiri, para se ajustar ao pedido do novo presidente democrata quando o juiz militar encarregado do caso negava-se a suspender os procedimentos.
Em um documento do final de agosto, o governo assegurava que nenhuma acusação "pesa contra o senhor al-Nashiri, nem está prevista para o futuro próximo".
E estes cinco detidos não são os únicos dos 14 "detidos de alta importância" que passaram pelas prisões da CIA antes de reaparecerem em 2006 em Guantánamo, que não foram processados em lugar algum.
Vergonha nacional para alguns, vergonha internacional para outros, a demora que leva mais de 18 meses desde que Obama assumiu não deixa de receber críticas.
Suzanne Lachelier denuncia as vacilações de um governo que "tem medo de ser acusado de influenciar os tribunais", enquanto os processos foram "politizados no mais alto nível".
Mas "é uma batalha que o governo quer travar quando há tantos outros temas dos quais" os republicanos precisam?, se pergunta.
"Tantos anos depois, acho que muita gente aceitou a ideia de que este julgamento nunca será realizado", reconheceu Andrea Prasow.

Mundo
Os acusados do 11/9 continuam perdidos num vazio ...Nova tecnologia copia um livro de 170 páginas em um minuto
09/10 | 15:10 GMT

©AFP
Pesquisadores japoneses afirmaram nesta sexta-feira ter desenvolvido uma tecnologia de scanner capaz de copiar um livro de 170 páginas em um minuto.

©AFP
Scanner ultra-rápido
TÓQUIO (AFP) - Pesquisadores japoneses afirmaram nesta sexta-feira ter desenvolvido uma tecnologia de scanner capaz de copiar um livro de 170 páginas em um minuto.
Um protótipo de scanner capaz de digitalizar um livro em um minuto estará pronto dentro de alguns anos, afirmou o pesquisador que dirige a equipe da Universidade de Tóquio responsável pelo desenvolvimento desse aparelho, Yoshihiro Watanabe.
Esse scanner funcionará com câmeras capazes de tirar até 500 fotos por segundo, o que permitiría digitalizar um livro de 170 páginas em 60 segundos.
"Consideramos que se trata do sistema de scanner mais veloz do mundo, pelo menos levando em conta as tecnologias difundidas publicamente até agora", afirmou Watanabe.
"Estamos trabalhando com a possibilidade de usar robôs para que virem as páginas automaticamente e com mais concisão", afirmou ainda.

Ciência e Tecnologia
Nova tecnologia copia um livro de 170 páginas em um ...Bolsas de Europa fecham a semana com tendências variadas
09/10 | 16:43 GMT

©AFP / Eric Piermont
Paris fechou em leve alta, com o CAC 40 ganhando 0,10% a 3.725,82 pontos. O Dax de Frankfurt, por sua vez, regrediu 0,11% a 6.214,77 pontos. O Footsie de Londres progrediu 0,11% a 5.501,64 pontos.

©AFP / Eric Piermont
Bolsas da Europa oscilam
PARIS (AFP) - Paris fechou em leve alta, com o CAC 40 ganhando 0,10% a 3.725,82 pontos. O Dax de Frankfurt, por sua vez, regrediu 0,11% a 6.214,77 pontos. O Footsie de Londres progrediu 0,11% a 5.501,64 pontos.



